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Moradia e cidade, no Dia do Arquiteto e Urbanista

Hoje é dia de parabenizar os arquitetos e urbanistas pelo seu dia. Nossa comemoração se estende por toda a comunidade, pela paisagem urbana, ruas, praças, casas, prédios e parques. Na cidade, para onde se olhar, o trabalho do arquiteto e urbanista está presente. Ou deveria estar.

Entre os 54% da população economicamente ativa que já construiu ou reformou no Brasil, 85% fizeram-no sem um arquiteto ou engenheiro, segundo revelou uma pesquisa de 2015. Somente na classe A a maioria das pessoas contratou um profissional habilitado (55%). Quando se trata da classe AB, esse índice decresce para 26%. Entre os cidadãos com escolaridade no nível Fundamental, a taxa dos que construíram ou reformaram com arquiteto ou engenheiro fica em apenas 9,5%.

Não custa relembrar que o levantamento indicou que a principal barreira para a contratação de arquitetos é o senso comum de que seria um trabalho caro. Mas diante da informação de que o custo é de cerca de 10% do total da obra, a maioria julgou haver aí uma boa relação custo-benefício. Um projeto bem elaborado, que especifica a quantidade correta de materiais e o cronograma, ajuda a economizar na construção e na manutenção da edificação.

Mas nessa estatística também deve-se levar em conta os vazios da gestão pública. Se as prefeituras brasileiras e goianas exigissem o devido respeito à legislação, demandaria que cada obra apresentasse seu responsável técnico e seu projeto – antes que a cidade se visse apinhada de irregularidades de toda sorte, que prejudicam seu funcionamento adequado, a qualidade de vida e a segurança de todos.

Nesse contexto, os arquitetos e urbanistas temos literalmente um continente inteiro de possibilidades de trabalho, a ser desbravado, planejado, edificado e administrado. Podemos vislumbrar uma paisagem repleta da necessária Arquitetura. Superar mazelas, obstáculos e incongruências em questões como a organização do território, harmonizando os elementos naturais e construídos, a mobilidade e a moradia.

A concepção e realização do nosso oficio está presente nos percursos e nos locais que toda a sociedade usa diariamente. É preciso qualificá-los. Mãos à obra, profissionais!

*Arnaldo Mascarenhas Braga é presidente do CAU/GO

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