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Visando mercado estrangeiro, programa investe em missões e capacitações

Dentro da programação do Seminário Nacional “O mercado profissional do arquiteto e urbanista”, que o CAU/GO realiza na próxima quinta-feira, dia 21, no Sebrae, está confirmada a palestra sobre mercado internacional, às 14h. O assunto será tratado por Pedro Diniz Coelho de Souza, gerente do Built by Brazil – programa estabelecido em uma parceria entre a Asbea (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Exportações e Investimentos), visando a internacionalização da Arquitetura e Urbanismo brasileiros.

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Na entrevista abaixo, Pedro Diniz falou sobre a importância da capacitação dos escritórios, o aumento da presença dos arquitetos brasileiros no Oriente Médio e Ásia, e as missões comerciais que o Built by Brazil vem promovendo para diversos países com potencial de se tornarem novos mercados. Confira!

O objetivo do programa Built by Brazil é promover a geração de negócios no mercado externo, para escritórios de Arquitetura. Como está esse cenário atualmente? Em que medida ele vem evoluindo?
O mercado externo é bastante dinâmico com relação às exportações de serviços de Arquitetura e Urbanismo e à internacionalização das empresas que atuam neste âmbito. Tradicionalmente há um fluxo intenso de negócios entre Europa e América do Norte. Nas últimas décadas, houve grande avanço dos escritórios norte-americanos e europeus para países da Ásia e Oriente médio. Os escritórios brasileiros estão aos poucos galgando a entrada em outros mercados. Atualmente atendem parceiros comerciais tradicionais como EUA, Portugal e países latino-americanos, mas já alcançaram mercados como Emirados Árabes Unidos, China e Vietnã. Com o avanço da profissionalização dos escritórios, o aumento do escopo comercial além das fronteiras nacionais e o incremento da inteligência comercial, a tendência é a consolidação nestes mercados tradicionais e o aumento da presença dos arquitetos brasileiros em mercados mais distantes – como Oriente Médio e Ásia.

Vocês falam também sobre o “nível de maturidade de exportação” das empresas envolvidas no programa. Pode explicar o significado da expressão?
A estratégia de capacitação dos associados do programa Built by Brazil leva em consideração o quão adequados os escritórios estão para a exportação de projetos e a internacionalização de suas atividades. Os níveis de maturidade exportadora classificam os associados em quatro grupos de acordo com diferentes variáveis, como plataforma de divulgação bilíngue, familiaridade com os trâmites de exportação, estratégia comercial etc.

Qual é a importância da capacitação para os escritórios interessados em exportar seus serviços?
A capacitação é fundamental tanto para os escritórios que ainda não exportam quanto para os que já exportam e desejam ampliar o escopo comercial. Para os iniciantes, permite evitar erros comuns com relação a trâmites de exportação, elaboração de propostas e definição de mercados. Para os exportadores, permite desenvolver a estratégia comercial de forma mais assertiva e potencializar as oportunidades com parceiros comercias já existentes.

Quais são os países que mais contrataram os serviços de escritórios brasileiros nos últimos anos?
Os principais mercados atendidos pelos escritórios de Arquitetura e Urbanismo brasileiros são: EUA, Portugal, França, Paraguai, Argentina, Alemanha, Panamá, Peru, Uruguai, Colômbia, Vietnã, Espanha, China e Emirados Árabes Unidos.

Como vocês avaliam o resultado das missões que têm feito a outros países?
O resultado das missões comerciais pode ser considerado muito bom principalmente pela ampliação da rede de articulação comercial com potenciais compradores e parceiros; incorporação de especificidades dos mercados como precificação e atribuições técnicas; aumento da capacidade negociadora dos escritórios participantes; e aprimoramento de suas estratégias comercias. As missões permitem ampliar as oportunidades comerciais dos associados, que são responsáveis pelos resultados decorrentes das viagens.

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