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Interiores: Seminário trouxe conhecimento técnico e experiência para arquitetos

Eduardo Ronchetti, arquiteto especialista em Acessibilidade

Eduardo Ronchetti já era conhecido de grande parte dos participantes do Seminário de Arquitetura de Interiores do CAU/GO, que preencheram o auditório do IPOG no Goiânia Shopping para assistir ao arquiteto e urbanista, especialista em Acessibilidade, no último dia 7 de novembro. “Adoro o conteúdo que ele disponibiliza”, manifestou a arquiteta Lílian Campello já no Instagram do CAU/GO.

Na palestra, Ronchetti tratou de aprimorar a percepção dos ouvintes sobre até onde a acessibilidade deve chegar. Em um exemplo, citou uma loja de luxo de um shopping em São Paulo. Havia recebido a exigência de se tornar mais acessível, pois as portas de seus provadores não dispunham de puxadores, seu tapete alto impedia o vaivém da cadeira de rodas, suas escadas impediam o acesso do portador de necessidades especiais, aos produtos no andar de cima. Assim, encomendaram um projeto e um laudo ao arquiteto, atestando a acessibilidade do local.

Recebida a proposta com as adaptações necessárias, o cliente reclamou. “Eduardo, aqui a cliente não precisa fazer nada. Nós a colocamos dentro do provador. Nós trazemos o produto até suas mãos”. “Mas isso torna o local acessível? Não”, afirmou o arquiteto. “A acessibilidade deve oferecer acesso ao ambiente e garantir, além do conforto e da segurança, autonomia.” Por fim, a loja teve que se adaptar.

Na palestra, o especialista abordou também a NBR 9050/2015. “Deve ser nosso maior guia, mas para os projetos particulares deve funcionar apenas como pano de fundo”, disse. “Precisamos conhecer as necessidades exclusivas daquele usuário que nos contrata”.

Henrique Coutinho e Daniel Mangabeira, do Bloco Arquitetos

Na segunda palestra do dia, se o presidente do CAU/GO, Arnaldo Mascarenhas Braga, não anunciasse, talvez ninguém se desse conta de que se tratavam de dois arquitetos de um escritório recentemente alçado, por uma relação publicada pelo portal Archdaily, à categoria de ‘melhores do mundo’: Bloco Arquitetos, de Brasília (DF). Daniel Mangabeira, que também preside o CAU/DF, contou que estava dando uma sapeada na internet, ao acaso, quando se deparou com o nome do Bloco na lista.

Para Daniel e o sócio Henrique Coutinho, na verdade não existe “arquitetura de interiores”. “O espaço interno não pode estar desassociado do invólucro”, explicou Daniel. Os profissionais explicaram em sua fala o quanto discutem cada ideia, o quanto refazem alguns projetos, que às vezes chegam a mudar completamente a poucos dias da entrega, e o quanto buscam retirar todos os “excessos”. “Não somos estetas. Somos técnicos”, disse Henrique Coutinho, citando a Casa Migliari como uma de suas preferidas.

Rodrigo Assis, designer de interiores

Na quinta, dia 8, o segundo dia de seminário ofereceu as palestras sobre acústica, com a arquiteta e urbanista Cândida Maciel, do Distrito Federal, e iluminação, com o designer de interiores Rodrigo Assis, professor das especializações “Master em Arquitetura e Iluminação” e “Master em Arquitetura e Lighting”, do IPOG.

Cândida Maciel, especialista em Acústica

Cândida Maciel, sócia da Síntese Acústica Arquitetônica e coordenadora da Regional Centro-Oeste da Sociedade Brasileira de Acústica, afirmou que a falta de conhecimento de alguns profissionais têm gerado conflitos com os clientes. “Mesmo que o arquiteto não queira ser especialista no assunto, é importante conhecê-lo”, diz. “Já ouvi relatos de médicos, por exemplo, dizendo que pediram ‘atenuação acústica’ em determinados ambientes, mas não foram atendidos, apesar de seu arquiteto ter garantido”.

Segundo Cândida, além disso, é importante considerar que a forma do espaço pode interferir fortemente no custo da edificação. Em um auditório, as paredes dispostas em ângulos agem em favor da adequada propagação do som. Já no caso de paredes côncavas, será necessário investir muitos recursos para atenuar problemas que esse formato provoca. Quando for necessário indicar materiais para aprimorar o desempenho acústico de um espaço, Cândida reforça a necessidade de os arquitetos solicitarem laudos que atestem oficialmente as características deles. “Ao indicar o produto, somos corresponsáveis pelo resultado que proporcionará”, diz.

No período da tarde, os profissionais inscritos participaram das oficinas: Tendências, com Leo Romano; Mobiliário, com Ana Augusta Fleury (Armazém da Decoração); Metais, com Tatiane Duarte (Docol); Empreendedorismo, com Fernanda Bastos e Renan Braz (Munó); Arte e Arquitetura, com Sandro Tôrres (Arte Plena); e Mulheres na Obra, com a conselheira do CAU/GO Adriana Mikulaschek.

Durante o evento, o IPOG sorteou meia bolsa para a especialização “Master em Arquitetura e Lighting”. A contemplada, arquiteta e urbanista Daniele Franco, já fez a pós e então foi feito um segundo sorteio, em que a contemplada foi Carinne Cerutti da Cruz.

Veja outros registros abaixo:

Arnaldo Mascarenhas Braga, presidente do CAU/GO, e Eduardo Ronchetti e Daniel Mangabeira, arquitetos
Paulo Renato Alves, conselheiro e coordenador da Comissão de Exercício Profissional, Ensino e Formação
Síntia Gomes, consultora do IPOG
Isabel Barêa Pastore, gerente geral do CAU/GO

Leo Romano, arquiteto
Ana Augusta Fleury, Armazém da Decoração
Tatiane Duarte, Docol
Adriana Mikulaschek, conselheira do CAU/GO
Sandro Tôrres, Arte Plena
Fernanda Bastos e Renan Braz, Munó

Imagens: Cristiano Borges e CAU/GO

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